A reforma tributária não muda apenas o cálculo de tributos. Ela pode alterar a lógica econômica de contratos, preços, créditos, repasses e responsabilidades entre empresas.
Contratos de fornecimento, distribuição, prestação de serviços, locação, importação, tecnologia e operações de longo prazo merecem leitura cuidadosa antes da transição.
Preço e repasse de tributos
Um dos pontos centrais é entender se o contrato permite ajuste de preço quando a carga tributária muda. Cláusulas antigas podem não responder bem a um período de transição em que tributos atuais convivem com IBS e CBS.
Também é preciso avaliar se ha previsão clara sobre repasse, recomposição, reajuste, gross-up, responsabilidades fiscais e documentação.
Créditos e cadeia
A reforma tende a aumentar a importancia da rastreabilidade de créditos. A empresa pode depender de documentos, fornecedores, sistemas e cumprimento de obrigações para preservar o efeito econômico esperado.
Isso afeta contratos porque a falha de uma ponta pode gerar custo na outra.
Prazos longos exigem mais atenção
Quanto mais longo o contrato, maior a chance de ele atravessar fases diferentes da transição. Um contrato assinado hoje pode produzir efeitos em período de regras novas.
Por isso, revisar contratos não e formalidade. E planejamento de risco e margem.
Empresas que querem mapear esse impacto podem comecar por um diagnóstico de reforma tributária para empresas ou pela página de consultoria tributária empresarial.
Luiz Felipe Scholante
Advogado tributarista e aduaneiro · Sócio da Scholante Consultoria
OAB/RS 96.720 · OAB/SC 65.031-A · OAB/DF 87.254-A
Atua com consultoria tributária e aduaneira para empresas — importação e comércio exterior, regularização de passivo tributário e Reforma Tributária. LinkedIn · Fale com o autor