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IBS e CBS: o que são e como funcionam os novos tributos da Reforma

IBS e CBS: o que são e como funcionam os novos tributos da Reforma

A Reforma Tributária criou dois novos tributos sobre o consumo: o IBS e a CBS. Juntos, eles substituem cinco tributos atuais e mudam a lógica de como as empresas pagam impostos sobre o que vendem. Entender o que é cada um — e como funcionam — é o primeiro passo para se preparar para a transição de 2026 a 2033.

O que é a CBS

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é um tributo federal que substitui o PIS e a COFINS (e absorve a função arrecadatória do IPI). É a parte federal do novo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) brasileiro.

O que é o IBS

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é um tributo de competência estadual e municipal, que substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Como envolve estados e municípios, sua gestão será feita por um Comitê Gestor nacional.

IVA dual: por que dois tributos

Em vez de um único IVA, o Brasil adotou um IVA dual: a CBS (federal) e o IBS (subnacional) funcionam com as mesmas regras, mas em competências diferentes. Isso preserva a autonomia de União, estados e municípios, mantendo a base de cálculo e a mecânica unificadas. Veja o panorama completo no nosso guia da Reforma Tributária.

Como IBS e CBS funcionam na prática

  • Não cumulatividade ampla: a empresa credita quase tudo que pagou de IBS/CBS nas etapas anteriores, reduzindo a tributação em cascata.
  • Tributação no destino: o imposto fica onde o bem ou serviço é consumido, e não onde é produzido.
  • Base ampla e poucas exceções: incidem sobre bens e serviços de forma geral, com regimes diferenciados para setores específicos.
  • Transparência: a ideia é que o tributo apareça de forma destacada, separado do preço.

E o Imposto Seletivo?

Além de IBS e CBS, a reforma cria o Imposto Seletivo (IS) — o “imposto do pecado” —, que incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Ele é adicional e tem finalidade extrafiscal (desestimular o consumo), não de arrecadação geral.

O que muda para a sua empresa

IBS e CBS mudam o cálculo da carga por produto e operação, as regras de crédito, os sistemas (ERP e faturamento) e até os contratos. Empresas que se anteciparem — simulando o impacto e revisando preços e cláusulas — chegam à transição com menos risco e mais previsibilidade.

Perguntas frequentes

IBS e CBS substituem quais tributos?

A CBS substitui PIS e COFINS; o IBS substitui ICMS e ISS. O IPI perde a função arrecadatória.

Quando IBS e CBS começam a valer?

A transição começa em 2026 (fase de teste) e se completa em 2033, quando o novo sistema passa a valer integralmente.

Qual a diferença entre IBS e CBS?

A competência: a CBS é federal; o IBS é de estados e municípios. As regras de apuração são semelhantes.

Prepare sua empresa para o IBS e a CBS

A Scholante faz o diagnóstico do impacto do IBS/CBS na sua operação — preço, margem, créditos e contratos. Conheça nossa consultoria em Reforma Tributária ou fale com um especialista.

Leia também: Split payment na Reforma Tributária.

Leia também: Imposto Seletivo: o que é e o que será taxado.

LS

Luiz Felipe Scholante

Advogado tributarista e aduaneiro · Sócio da Scholante Consultoria
OAB/RS 96.720 · OAB/SC 65.031-A · OAB/DF 87.254-A

Atua com consultoria tributária e aduaneira para empresas — importação e comércio exterior, regularização de passivo tributário e Reforma Tributária. LinkedIn · Fale com o autor

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