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Execução fiscal: a empresa foi citada — o que fazer (e o que evitar)

Execução fiscal: a empresa foi citada — o que fazer (e o que evitar)

A empresa foi citada em execução fiscal — a fase em que a dívida tributária sai do papel e vira cobrança judicial, com risco real de penhora de contas, faturamento e bens. O prazo é curto e as decisões tomadas nos primeiros dias definem o tamanho do estrago. Veja o que fazer, na ordem certa.

O que é a execução fiscal

É a ação judicial que a Fazenda (União, estado ou município) usa para cobrar débitos inscritos em dívida ativa — tributos, multas e encargos. Ela segue a Lei de Execuções Fiscais (Lei 6.830/1980) e começa com a citação da empresa para, em 5 dias, pagar ou garantir a execução.

Os primeiros passos após a citação

1. Entenda exatamente o que está sendo cobrado

Peça a Certidão de Dívida Ativa (CDA) e confira: tributo, período, valores, encargos e o responsável indicado. Erros na CDA (cálculo, fundamentação, sujeito passivo) podem levar à nulidade da execução.

2. Verifique prescrição e decadência

Débitos antigos frequentemente estão prescritos (em regra, 5 anos entre a constituição definitiva e o ajuizamento, com regras próprias de interrupção). É uma das defesas mais eficazes — e mais esquecidas.

3. Decida a estratégia de defesa

  • Embargos à execução: a defesa completa, que em regra exige garantia do juízo (depósito, seguro garantia, fiança bancária ou penhora).
  • Exceção de pré-executividade: defesa sem garantia, cabível para vícios evidentes (prescrição, nulidade da CDA, ilegitimidade) que não dependem de prova.
  • Negociação: parcelamento ou transação tributária — muitas vezes o caminho mais racional quando a dívida é devida.

4. Proteja o caixa

O seguro garantia e a fiança bancária evitam o bloqueio de dinheiro em conta enquanto se discute. Antecipar-se ao pedido de penhora costuma preservar a operação.

Sócio pode ser atingido?

O redirecionamento da execução ao sócio-administrador é possível em hipóteses específicas (dissolução irregular da empresa, atos com excesso de poderes ou infração à lei), e é um dos temas mais disputados. Estruturar a defesa correta protege o patrimônio pessoal.

Erros que agravam a situação

Perguntas frequentes

Qual o prazo após a citação na execução fiscal?

Em regra, 5 dias para pagar ou garantir o juízo; a partir da garantia, 30 dias para embargos.

Dá para se defender sem garantir o juízo?

Sim, pela exceção de pré-executividade — limitada a matérias evidentes que não exigem produção de prova, como prescrição e nulidade da CDA.

Execução fiscal impede a empresa de operar?

Não por si só, mas a penhora de contas e a falta de certidão negativa podem travar contratos e crédito — por isso a gestão rápida importa.

Empresa citada em execução fiscal? Aja nos primeiros dias

A Scholante analisa a CDA, monta a defesa e estrutura garantias e negociação para proteger caixa e operação. Conheça nossa gestão de passivo tributário ou fale com um especialista.

Leia também: Prescrição da dívida tributária e dívida ativa: o que significa e como regularizar.

CM

Claudia Gardin Martins

Advogada tributarista · Scholante Consultoria
OAB/RS 87.832

Atua com regularização de dívidas tributárias — transação, parcelamentos, REFIS, defesa em execução fiscal e liberação de certidões. LinkedIn · Fale com a autora

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